Diante do alto índice de violência praticada nas unidades contra os servidores em seu local de trabalho, causados por usuários no interior das unidades de saúde, elevando o número de lesões corporais , violência psicológica , ameaças contra a vida , sendo por xingamentos, humilhações, constrangimentos, tentativa de denegrir a imagem do profissional, tapas, empurrões, puxões de cabelo, presença de arma de fogo e facas, arranhões e lançamento de objetos conta os servidores, como aparelho de pressão e cadeiras, ocasionando os inúmeros afastamentos por danos psicológicos, diante da incerteza do retorno para casa após um dia de trabalho. E o fato que a maioria das unidades de saúde, se tornou uma terra de ninguém, sem a mínima segurança aos profissionais, com porta de entrada ,literalmente , aberta a qualquer um, que queira agredir, roubar ou matar. Onde a única preocupação se tornou o cumprir de regras, horários e metas , visto que a única câmera de segurança , é designada para o registro de ponto dos profissionais. Precisamos de um basta! A Secretaria de Segurança e Defesa Social a quem compete segundo o Decreto Municipal n. 13.065/2017 a proteção dos direitos humanos fundamentais, a preservação da vida, a redução do sofrimento e a diminuição das perdas, nada faz, sequer interage para a solução do problema da violência, escala somente um GCM para atender a todo um fluxo das unidades de saúde, não apresentando sequer um plano de segurança de forma que não desenvolve ações de prevenção primária à violência, tornando letra morta tanto o Decreto que confere as competências legais da Secretaria de Segurança como do Estatuto Nacional dos Guardas que prevê como dever de tal instituição a garantia da segurança sistemica de todos que utilizam ou estão inseridos nas instalações, bens e serviços públicos municipais. Então perguntamos: o ser humano, o servidor público, não seria o patrimônio mais precioso da SESAU? Quando foi que nos tornamos não necessários a ponto de um computador valer mais que a nossa vida? Já ouvimos a frase, “ninguém é insubstituível, mas quando foi que nos tornamos peças que se trocam como roupas usadas ? Não é de hoje que sofremos com essas agressões e com o descaso de nossos superiores, que ao invés de nos defender, muitas vezes , em seus discursos, colocam os usuários contra nós, nos culpando por suas imensurável falta de competência, despreparo e ingerência para comandar a máquina pública, até quando teremos que exigir nossos direitos como insalubridade, periculosidade judicialmente, quantos de nossos companheiros já morreram e não viram sua defesa ser realizada, quantos de nossos amigos ainda aguardam decisões judiciais por agressões e desacatos, sempre dentro de um ambiente insalubre e despreparado para possíveis intercorrências . NADA ATÉ AGORA FOI FEITO!!! Nós por meio deste manifesto . exigimos além de um olhar, uma possível atenção para a violência que acontece agora! Precisamos implementar assim ações para evitar a violência, ou vamos esperar alguém perder a vida em um ato de assassinato?! Para propiciar um ambiente laboral seguro para todos os trabalhadores da saúde exigimos o que é nosso de direito, que as autoridades que sensibilizem e nos atendam com políticas públicas que venham impedir de fato esta onda crescente de violência nas unidades de saúde, pedimos assim socorro ao poder legislativo! Pedimos Socorro ao poder executivo! Pedimos Socorro ao poder judiciário! A gestão local e ao nosso sindicato. Realizamos assim este Manifesto e promovemos este desagravo em favor das vítimas de violência contra os servidores da Saúde. Socorro !

Assinam esse Manifesto profissionais da Saúde da Prefeitura Municipal de Campo Grande.

Campo Grande,03/09/2024

PETIÇÃO